domingo, 5 de fevereiro de 2012

ALVO ETERNO!!!

ALVO ETERNO!!!
Trago ferido o peito, de uma mente
Insana, que pôs nele a sua ira,
Que, na solidão minha, mais me atira,
Quando me pego amando, de repente.

Anjo do mal, ao lado meu, não sente
Um quinhão da tristeza que eu sentira
Ao coração. Faz dele eterna mira.
Entrego-me à loucura, novamente.

Já me julgava o corpo protegido,
Mas vieste, trazendo o atirador
E pus meu coração ao seu dispor.

Assim, de dor em dor tenho vivido,
Nas flechadas certeiras do cupido,
Condenado a morrer de tanto amor.
João Soares Alves

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